Cashback: Uma alternativa para enfrentar a crise

Cashback ou “dinheiro de volta” é um programa de fidelidade que permite devolver ao consumidor parte do valor que ele pagou pela compra de um produto ou serviço

Em tempos de crise provocada pela pandemia da Covid-19, muitas empresas estão em busca de estratégias para minimizar os impactos negativos nos negócios. Por outro lado, consumidores estão cada vez mais atentos a assuntos relacionados a promoções, descontos e programas de fidelidade, a fim de efetuar compras de maneira mais vantajosa. Diante desse novo cenário, modelos de programas de recompensa como o cashback vêm se tornando uma tendência cada vez mais comum no mercado varejista, por se tratar de um programa de boa aceitação pelos consumidores e mais uma opção de marketing para as empresas.

Cashback ou “dinheiro de volta” é um programa de fidelidade que permite devolver ao consumidor parte do valor que ele pagou pela compra de um produto ou serviço.


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A dinâmica funciona como um serviço oferecido por pessoas físicas, empresas independentes ou intermediárias. O consumidor preenche um cadastro em sites ou aplicativos da empresa e lá é criada uma “carteira virtual” ou “e-wallets”, onde o dinheiro é acumulado. O usuário realiza a compra através de multicanais de vendas, que em seguida passa a ter direito ao benefício. Os estabelecimentos que firmarem contratos com empresas intermediárias de cashback, fica acordado o repasse de uma comissão para a intermediária pela indicação da marca, que é compartilhada com o consumidor.

Atualmente gigantes do e-commerce, bancos, fintechs, aplicativos de transportes de passageiros e deliverys estão firmando parcerias com empresas que operam com plataformas de cashback, devolvendo milhares de reais em serviços e vantagens aos clientes. Em determinadas campanhas, o percentual do benefício chega a 100%, como a do “Dia do Cashback”, criado por empresas que aderiram ao programa com o propósito de oferecer mais uma opção para quem quer aproveitar as melhores ofertas.

Vantagens para o consumidor:

  • Flexibilidade de usufruir do benefício da maneira que preferir, como recebimento do dinheiro em conta bancária ou retirada em lojas físicas, ou ainda receber em Bitcoins, cupons de descontos, bônus em compras futuras nos cartões de crédito, pagamentos de contas de consumo, recargas de cartão de transporte público ou celular, aplicação em fundos de investimentos, fazer doações em ONGs, dentre outros.
  • Utilizar “stacking” ou empilhamento, ao qual o consumidor faz uso de diversas promoções em uma única transação, ou seja, faz a compra em uma plataforma e paga através de outra, recebendo de volta o percentual correspondente as duas.
  • Disponibilidade de acesso a uma ampla rede de fornecedores de produtos e serviços de interesse do consumidor;

Vantagens para as empresas:

  • Fidelização de clientes proporcionada pelo aumento no nível de satisfação dos consumidores por receber de volta parte do dinheiro da compra;
  • Visibilidade da marca, pelas ações de marketing do programa e divulgação nos canais de plataformas;
  • Baixo custo de implementação, pois a empresa só paga quando uma pessoa compra, ou seja, o dinheiro é gasto pelo resultado;
  • Aumento do tráfego no site da marca, principalmente durante campanhas e promoções que tendem a impulsionar o consumidor a comprar mais;
  • Ampliação de contato e acesso aos dados do usuário contribuindo para definir planos e estratégias para adoção de medidas direcionadas.

No entanto, como em qualquer relação de negócios, é imprescindível que antes de validar o contrato, dê atenção aos “Termos de Condições de Uso” e à “Política de Privacidade”, como forma de evitar possíveis surpresas.

No caso dos usuários do programa, é importante saber quais as possibilidades de utilização do saldo acumulado e prazo de validade. Certificar antes de ativar a compra, se o valor a ser retornado realmente vale a pena. Pesquisar sobre a credibilidade da empresa, principalmente porque a mesma terá acesso aos seus dados pessoais.

Quanto às empresas que aderirem ao programa, é importante analisar as regras e taxas cobradas pelas plataformas antes de firmarem parcerias, pois muitas vezes essas taxas variam de acordo com as médias de pedidos. Fazer um planejamento antes de divulgar a oferta, para não correr ao risco de o percentual oferecido impactar no faturamento do negócio.

Em tempos difíceis como agora, apostar em ações incentivadoras de consumo pode ser uma boa estratégia para impulsionar o mercado, ao qual todos tendem a ganhar: estabelecimento, consumidor e intermediário.

Artigo escrito por Márcia Silva, colaboradora do Miranda Lima Advogados e especializada na área de finanças

A opinião expressa no artigo não necessariamente reflete a linha editorial do O Consumerista