Comércio com assistentes de voz pode ser tendência para o consumo

Estudo realizado por consultoria em países desenvolvidos apontou que um a cada três consumidores já utilizaram recurso em compras

assistente voz

Uma pesquisa realizada pela consultoria francesa Capgemini com cerca de 5 mil pessoas nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França e na Alemanha, indicou que ao menos 35% dos consumidores já adquiriram produtos  ou serviços por meio de assistentes de voz, ou seja, softwares capazes de reconhecer a voz do usuário e ativar determinados comandos a partir do que é dito.

Embora traga dados de países mais desenvolvidos do que o Brasil, o estudo pode projetar tendências para as relações de consumo por aqui nos próximos anos. De acordo com a diretora do Grupo Bittencourt, consultoria especializada em negócios, Lyana Bittencourt, a utilização de comandos de voz para a efetuação de compras em lojas digitais é uma das apostas para o futuro do varejo.

“Estamos vivendo uma mudança da jornada do consumidor, que está cada vez com mais tarefas e pede por facilidades em sua rotina. No varejo, a voz não é apenas uma ferramenta para simplificar transações, mas também para criar uma relação pessoal altamente valiosa com o consumidor”, explica.

A pandemia do coronavírus, com a consequente necessidade de isolamento social, forçou a digitalização de negócios e consumidores, especialmente aqueles mais resistentes ao uso da tecnologia. Nesse cenário, o uso de assistentes de voz pode ser importante para os menos adaptados ao online, já que pode simplificar a digitação e a execução de funções em aplicativos.