Turismo é responsável por 78% das reclamações no Procon/SP durante a pandemia

Foram mais de 6.500 reclamações registradas durantes a crise; agências de viagem e companhias aéreas lideram

Turismo

Desde a decretação da crise do coronavírus como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) até o dia 1º de junho, o Procon/SP recebeu mais de 6.500 reclamações de consumidores, relacionadas ao fornecimento de produtos e serviços impactados pela doença e seus desdobramentos. A maioria das queixas está ligada às empresas de turismo.

O setor lidera de maneira disparada o total de reclamações, com 77% do total, sendo 52% relativas às agências de viagem e 25% ligadas às companhias aéreas. Os cruzeiros ainda têm uma pequena participação na lista, com cerca de 1%. Com as restrições de movimentação e circulação, o setor se viu diante de uma alta demanda de cancelamentos, remarcações e negociações.

Para prever esse tipo de impasse, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) firmou um acordo com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e com o Ministério Público Federal, em que as companhias oferecem aos clientes a possibilidade de remarcação de viagem em até um ano sem nenhuma taxa ou custo adicional. Em troca, caso o cliente solicite o reembolso, a empresa aérea tem prazo de um ano para negociar e resolver a pendência.

Apesar do alto índices de reclamações no Procon paulista, a Abear considera que o acordo vem sendo satisfatório.

“Entre 85% e 87% dos consumidores estão solicitando a remarcação, e apenas de 13% a 15% estão pedindo o dinheiro de volta. Todos estão sendo plenamente atendidos, inclusive os que pedem reembolso, cuja negociação está sendo feita de maneira individual”, disse ao Consumerista o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz.

Além do turismo, completam a lista de setores com mais reclamações as farmácias, lojas e mercados; as instituições financeiras; ingressos e eventos; e os programas de fidelidade.

Além das queixas, o Procon/SP divulgou que recebeu mais de 6 mil denúncias de preços abusivos e quase 4 mil pedidos de orientação e esclarecimento de dúvidas.