Anatel atualiza parâmetros para a tecnologia 5G no Brasil

Padronização mínima de quais serviços poderiam se enquadrar na categoria é um dos grandes imbróglios da implantação

A Anatel publicou nesta semana três atos (3151, 3152 e 3153) que atualizam os requisitos técnicos mínimos para adoção, exploração e utilização da tecnologia 5G no Brasil. Na prática, isso significa que, para que aparelhos celulares e estações de acesso à internet, como modens e equipamentos ligados à IoT, sejam certificados e comercializados como pertencentes ao 5G, eles precisam atender aos parâmetros estabelecidos.

A publicação das regras é um passo importante para a instalação do 5G no Brasil, já que a definição das regras do 5G ainda geravam polêmica no país, principalmente em função de como ocorreu a implementação da tecnologia anterior, o 4G. À época, houve um abrandamento dos padrões mínimos daquilo que poderia ser classificado como 4G, o que flexibilizou o que deveria ser oferecido ao consumidor. Isso viabilizou a operação de quatro tecnologias diferentes, com características distintas, sob a mesma bandeira de 4G no Brasil.

Em um primeiro olhar, esses padrões técnicos podem não significar muito para o consumidor leigo, mas implicam em aspectos como força, alcance, estabilidade e velocidade do sinal de internet.

Os requisitos determinados pela Anatel são, de acordo com a agência, construídos com base em padrões internacionais e contaram com a participação de fabricantes, operadoras de telefonia e organismos de certificação.

As redes com tecnologia 5G poderão ser implantadas pelas operadoras com a utilização dos mesmos equipamentos que já funcionam no 4G e no 3G, desde que eles atendam aos novos requisitos.

Os únicos espectros de faixas cujas condições ainda não estão definidas são os de 2,3 GHz e 3,5 GHz, por conta de alguns impasses a serem resolvidos. No caso da frequência de 3,5 GHz, existe o problema de interferência no sinal das antenas de televisão parabólica.

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