Fraude no comércio eletrônico cresceu 14% em 2019

Estudo feito pela Konduto, empresa especializada no monitoramento de navegação na internet, mostra que o total de fraudes cresceu pela primeira vez desde 2017

A taxa de tentativas de fraude no comércio eletrônico brasileiro aumentou 14% entre 2018 e 2019, avançando de 2,20% para 2,52%. A conclusão está no estudo Raio-X da Fraude, feito pela Konduto, uma empresa especializada no monitoramento de navegação e compra virtual. O levantamento foi feito a partir da análise de mais de 175 milhões de pedidos que passaram pelos sistemas da empresa em 2019.

Esta é a primeira vez que índice apresenta crescimento desde que a Konduto começou a publicar o Raio-X em 2017. Segundo o levantamento, estima-se que o e-commerce brasileiro tenha registrado 250 milhões de pedidos no ano passado. Com uma taxa de 2,52% de tentativas de fraude, isso significa que uma tentativa de fraude ocorre no País a cada 5 segundos – ou ainda que a cada 40 compras on-line.

Campeões mundiais

“Os números reforçam que o Brasil segue como um dos campeões mundiais em fraudes cibernéticas, mas também não significam o fim do mundo, uma vez que a taxa de tentativas de fraude no e-commerce nacional sempre variou entre 2% e 4%. Além disso, é importante lembrar que o índice de 2,52% não representa fraudes efetivas, mas tentativas de fraude. Na maioria das vezes, estas transações ilegítimas são barradas pelo sistema antifraude ou pelo próprio varejista”, diz Tom Canabarro, CEO e cofundador da Konduto.

Golpes na palma da mão

O Raio-X da Fraude de 2020 também aborda o comportamento dos fraudadores no ambiente on-line. De acordo com o estudo da Konduto, os criminosos concentram as suas ações nos dias úteis (terça-feira foi o dia da semana com mais golpes em média) e no horário comercial. Ao contrário do que se imagina, o índice de pedidos falsos cai drasticamente tanto nos finais de semana como às madrugadas.

O relatório também apontou que os estelionatários utilizam nas práticas de golpes os sistemas operacionais e os navegadores mais usados pelos clientes “bons” na hora de comprar (Windows e Google Chrome, respectivamente, lideram a lista). Também chama a atenção o aumento significativo das tentativas de fraude via mobile (de 37% em 2018 para quase 47% em 2019).

“Os resultados de 2020 comprovam que aquela imagem do fraudador agindo encapuzado em um quarto escuro de madrugada não corresponde à realidade. Além disso, algumas atividades escalonáveis e automatizadas que o fraudador só conseguia realizar a partir de um computador agora também estão cabendo na palma da mão dos estelionatários”, afirma Tom Canabarro.