Facebook e Covid-19: aumenta uso, mas diminuem receitas

Rede social registrou maior utilização e menor publicidade nos locais mais afetados pela pandemia do novo coronavírus

O Facebook publicou nesta terça-feira (24) um informe resumido de como a crise do coronavírus tem impactado nas redes sociais do grupo. O balanço é o de que o tráfego e a utilização de ferramentas nas regiões atingidas pela pandemia cresceram nos últimos dias, mas a verba arrecadada com publicidade diminuiu.

Segundo o comunicado divulgado, grande parte do aumento do tráfego corresponde aos serviços de mensagens, como WhatsApp e Facebook Messenger, em especial à modalidade de vídeo, que consome mais dados. Contudo, o acesso aos feeds de notícias e aos stories também aumentou.

Dados de tráfego

Segundo o conglomerado tecnológico de redes sociais, o número de mensagens trocadas entre usuários do mundo todo cresceu cerca de 50% no último mês. Se considerados os locais mais afetados pelo coronavírus, a quantidade e o tempo de chamadas de voz e vídeo no WhatsApp e no Messenger mais do que dobraram.

A Itália, país mais afetado do planeta pela crise da Covid-19 no momento foi o local que registrou maior aumento de uso das plataformas do Facebook.

Por lá, as ligações em grupo pelo Messenger aumentaram em mais de 100%; as visualizações do Facebook Live e do Instagram mais do que dobraram na última semana; e o tempo médio gasto pelos usuários nos aplicativos da empresa subiram 70% desde o começo da crise.

Publicidade

Se a presença do público nas redes sociais de Mark Zuckerberg aumentou, não se pode dizer o mesmo das parcerias publicitárias e, consequentemente, das receitas.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. Crédito: Shutterstock

De acordo com o informe, o negócio do Facebook está sendo afetado da mesma maneira que o de outras empresas mundo afora. Em lugares com medidas restritivas, cai o poder de compra e a oferta de produtos e serviços, o que consequentemente acarreta na queda da procura por anúncios publicitários.

Os serviços que apresentaram aumento de uso, apesar de serem chamarizes para produtos pagos e até mesmo para ampliar o escopo dos alvos das publicidades, não geram receita por si, o que dá como resultado a distorção entre aumento do uso e queda do faturamento.

Segundo a empresa, o Facebook está preparado para suportar o aumento do uso, pois esses picos já acontecem em situações especiais, como na Copa do Mundo e nas Olimpíadas. Além disso, o tráfego nas plataformas costuma crescer diariamente.

A empresa não informou o resultado no informe.