O Jeitinho (para o) brasileiro na Black Friday

A Black Friday é mais um “enlatado americano” que trouxemos para o Brasil, com a finalidade de promover vendas e realizar campanhas promocionais

A Black Friday é mais um “enlatado americano” que trouxemos, do nosso jeito, para o Brasil, com a finalidade de promover vendas e realizar campanhas promocionais, com fortíssimo apelo ao consumo.

Sem comemorar o Dia de Ação de Graças e sem abrir lojas nas madrugadas, pela internet, demos um jeito. E a data já se apresenta como um potencial meio de aquecer o mercado, movimentar a economia, estimular o uso do décimo terceiro ou verbas similares, além de funcionar como meio de antecipar as contratações periódicas e dilatar o espírito natalino nas compras de fim de ano.

Analistas do mercado já apontam a Black Friday como a segunda data mais importante para o comércio varejista, perdendo apenas para o Natal. Fato é que ela já compõe o calendário oficial de compras do brasileiro, que (supostamente) sabe quais produtos quer comprar, ao tempo em que os lojistas (supostamente) estudam e projetam suas áreas comerciais e logísticas, para ficarem de olho no volume de vendas e no faturamento.

Preços e produtos

Contudo, se há programação de ambos os lados, porque há problemas nestas compras? Porque não há certeza sobre preços, detalhes na entrega ou produtos em estoque? E uma vez que os problemas surjam, o que o consumidor deve fazer? Qual o jeito a ser dado?

Certeza, apenas, é a de que as respostas para estas e outras questões, podem ser encontradas nos PROCON’s de todo o Brasil, que, com sua experiência e vivência nestes e em outros períodos promocionais, nos permite afirmar que eles, SIM, preparam-se para a Black Friday.

Para tanto e com vistas a auxiliar os consumidores, a principal orientação dos PROCON’s a quem quer se aventurar no mar de descontos e ‘ofertas imperdíveis’, é que faça o seu planejamento de compra, através de uma lista com todos os produtos que pretenda comprar para, a partir daí, começar a acompanhar o preço médio do mercado, de modo que no momento da Black Friday, saiba diferenciar reais de falsas promoções.

Afinal, o preço mais baixo do produto pode ou ser fruto de efetivo desconto promocional, ou ser consequência da baixa natural no seu preço de mercado por ter havido lançamento de novos produtos, novas tecnologias, novas coleções, etc. Ou seja, o preço baixou, mas não por causa de um desconto ou real promoção.

Fornecedores e prazos

Os fornecedores, por sua vez, para não perderem venda, prometem vantagens, oferecem descontos, garantem até prazos em entrega com frete grátis. A corrida desenfreada às prateleiras, porém, pode fazê-los sentir que não precisam oferecer reais vantagens, ou pode fazer com que percam o controle do estoque e vendam mais do que possam entregar, em prazos que não conseguirão cumprir.

Eis que nascem os conflitos de consumo.

Ao perceber a repetição das práticas comerciais e dos problemas reiterados, os órgãos de defesa do consumidor, sejam eles estaduais ou municipais, preparam campanhas educativas, fazem frentes de fiscalização à lojas físicas e virtuais, além de realizarem mutirões de atendimento para renegociação de dívidas e recuperação do poder de compra dos consumidores.

Uma ferramenta poderosa e aliada do consumidor nestas horas, pode ser a própria internet. Os PROCON’s, além das dúvidas e questionamentos, orientam os consumidores a fazerem uso da ferramenta digital www.consumidor.gov.br, que se apresenta como um poderoso meio de solução alternativa de conflito.

Esse Portal foi desenvolvido para ser usado pelo próprio consumidor, e funciona de forma prática, rápida, intuitiva e muito eficaz ao que se propõe, que é verdadeiramente resolver o problema do consumidor.

Assim, se conflito de consumo parecer não ter mais jeito; o jeito será buscar a um PROCON que, com certeza, fará a empresa arranjar um jeito, de resolver. Ou se ocorrer pela internet, por ali mesmo o problema fica, pois o jeito a ser dado, pode vir através de www.consumidor.gov.br.